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 Divórcio: textos e crónicas

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Lança
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Seg Jul 26, 2010 5:30 am

Just escreveu:
Lança escreveu:
E logo eu, que detesto compras!

http://aeiou.expresso.pt/avidadesaltosaltos

E eu a pensar que elas estavam apenas a ser simpáticas...... bolas, já nem no supermercado estamos descansados?

Bolas, és inacreditável, Just! Consegues sempre apanhar o "outro lado" da questão
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Just
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Seg Jul 26, 2010 5:52 am

Lança escreveu:
Just escreveu:
Lança escreveu:
E logo eu, que detesto compras!

http://aeiou.expresso.pt/avidadesaltosaltos

E eu a pensar que elas estavam apenas a ser simpáticas...... bolas, já nem no supermercado estamos descansados?

Bolas, és inacreditável, Just! Consegues sempre apanhar o "outro lado" da questão

Quer dizer, a jornalista manda as gajas para o engate no supermercado e eu é que apanho o outro lado? mas há outro lado?

é que só me parece haver um ......
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tounessa
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Ago 03, 2010 3:58 pm

A evolução divergente.



“ … Os últimos dados fornecidos pelo Instituto Central de Estatística de Itália revelam um aumento das separações e dos divórcios. Calcula-se que a duração média da vida conjugal baixou para 15 anos.

Cada vez mais pessoas vivem em união de facto e o número de solteiros também continua a crescer, tendo muitos destes solteiros relações amorosas e eróticas ocasionais. Perguntei a mim próprio se era possível compreender alguma coisa desta desordem amorosa.

Penso que sim, e o ponto de partida é o prolongamento da vida e da juventude. Esse facto é particularmente visível nas mulheres, que, quando têm alguns cuidados, permanecem belas e atraentes dos 14 aos 60 e tal anos. Este facto implica um enorme prolongamento da vida erótico-amorosa, que se estrutura em muitos ciclos amorosos intervalados por períodos de procura. Os adolescentes têm os primeiros amores eróticos aos 13-14 anos. São amores breves, que acabam com a primeira dificuldade. O primeiro grande amor, pelo menos no caso das mulheres, surge por volta dos 20 anos. Não costuma resultar em casamento, mas sim numa convivência ou num longo noivado ainda em casa dos pais. Este amor pode durar muito tempo ou acabar depressa. Segue-se então uma outra fase de procura, com vários amores. Depois, por volta dos 30 anos, costuma surgir um terceiro ciclo amoroso, com uma grande paixão, o casamento (ou a coabitação) e os filhos.

Até há pouco, a vida amorosa terminava aí. Mas hoje em dia, se os dois não se mantiverem como amantes e não conseguirem manter vivo e ardente o amor dos primeiros tempos, o casal torna-se instável ao fim de 15-16 anos. Ambos ficam disponíveis para um novo amor ou pelo menos para uma nova experiência, muitas vezes com um parceiro mais jovem. E ainda pode existir um ciclo mais tardio, por volta dos 60 anos, até porque, com os passar do tempo, as pessoas mudaram e desenvolveram novos gostos e interesses.

Chama-se a isto evolução divergente e pode ter como consequência rupturas tardias ou amores tardios. O que apresentei foi um esquema abstracto, próprio de cada indivíduo, mas se quisermos compreender um pouco o casamento e o divórcio temos de perceber os ciclos amorosos e respectivas fases de procura, de enamoramento e de cansaço. Estou convencido de que um melhor conhecimento do amor permite evitar os erros que o envenenam e conservar a chama durante muito tempo.”

(Francesco Alberoni, in: http://www.ionline.pt/conteudo/72227-casamentos-paixoes-divorcios-e-tudo-culpa-dos-ciclos-amorosos )
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tounessa
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Ago 27, 2010 4:42 pm

Casamento descartável:

“ … entendo que o direito ao divórcio é um direito constitucional, que decorre da própria dignidade da pessoa humana; não concebia viver numa sociedade em que a consagração do casamento fizesse erigir um vínculo indestrutível entre marido e mulher, que a lei fosse cega ao devir da sociedade e abraçasse a tese de que “até a morte os separe”. Se ambos partilham o desejo de se divorciar, se um deles desapareceu para parte incerta ou mesmo certa, se os valores fundamentais do casamento são violados, mormente se um deles traí, mente, esbanja, bate, subscrevo que o Direito tem de encontrar mecanismos para fazerem cessar um vínculo que, na prática, já se quebrou!

Mas, o que está em causa é a tutela da pretensão de alguém cessar o casamento, contra a vontade do outro cônjuge, ou seja, mudar a lógica do direito potestativo que norteava o pedido de divórcio. Se no regime deposto era a “vítima” que tinha o poder de pedir o divórcio, o regime actual consagra um direito análogo para o “carrasco” …

No regime deposto, a divórcio litigioso era um processo difícil, doloroso para os envolvidos, onde a intimidade de ambos era devassada na sala do Tribunal; uma dolorosa catarse onde se expunham as razões da falência da relação matrimonial! No novo regime, aboliu-se a culpa tornando simples o divórcio! O problema é que após o divórcio, todos os problemas ficam por resolver, pelo que as partes regressam ao tribunal para, tantas e tantas vezes, exporem as misérias da intimidade conjugal, num processo igual ao que sempre foi, baptizado de forma diferente, porquanto, numa euforia voluntarista, esqueceram-se que o divórcio não era um processo duro pelo previsto no Código Civil, mas doloroso em si mesmo, pelas vivências, sonhos e desejos que encerra…”

( Hugo Lança, in: http://www.verbojuridico.com/doutrina/2010/hugolanca_casamentodescartavel.pdf )
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tounessa
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Set 17, 2010 9:41 am

“ … Os casais cujos filhos são raparigas têm mais 5% de hipóteses de se divorciarem, quando comparados com os casais com filhos do sexo masculino. E quanto mais filhas, pior a tendência fica. … a tendência de divórcios aumenta à medida que aumenta o número de raparigas na família. Ou seja, os pais de três filhas têm 10% mais de hipóteses de se separarem do que os pais de três rapazes. …

Porquê? Porque , de acordo com as estatísticas, três quartos dos divórcios são por decisão das mulheres, e as mães de raparigas tendem a sentir-se mais apoiadas pelas filhas do que as mães de rapazes. "As filhas dão, habitualmente, maior suporte aos pais do que os filhos - e as mulheres acabam por estar menos disponíveis para suportar comportamentos negativos dos maridos, preferindo divorciar-se" …”

(in: http://aeiou.expresso.pt/casais-com-filhas-separam-se-mais=f603224 )
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tounessa
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Set 17, 2010 9:42 am

“ … Desistir de um casamento depois dos 40 anos significa muito mais do que deixar o marido, muito mais do que descobrir que não é mais feliz ou não ama o parceiro. Significa deixar para trás uma história de vida e recomeçar outra. … "Quando a separação parte do homem, não adianta chorar. Mas quando parte de você, é muito mais complicado. Há mais dúvidas, tudo pesa na balança até superar o luto. Mesmo que não haja arrependimento" …

No meio das entrevistas e trabalhos Marcia se deparou com uma verdade simples: as pessoas não se separam para serem mais feliz pura e simplesmente - e sim para tentarem ser mais felizes. "É a insatisfação que leva a tomar a decisão", diz. Mesmo que não exista a certeza da felicidade plena do outro lado da rua. Segundo ela, a mulher é mais corajosa e ousada quando se trata de abandonar uma relação já fracassada. "As dificuldades para as mulheres são maiores, mas elas arriscam mais". Mais maduras, têm uma estabilidade emocional relativa e, em geral, estão estabilizadas profissionalmente, com mais força para dar o passo. E esse primeiro passo é resultado de dúvidas que surgem quando, depois dos filhos criados, essa mulher moderna, mais crítica, olha para o futuro. Aí, começa a questionar se é com o marido que quer caminhar para a velhice. Se decidir que não, a separação passa de assombro a potencial alento.

Tomada a decisão, a dificuldade toda está na identidade cultural e social, que fica desnorteada sem o referencial do casal. "Romper é muito doloroso. Deixar para trás tudo que se fez nas últimas duas décadas, que formaram os melhores e mais produtivos anos, é como colocar fogo na própria casa", avalia. Mas … é preciso buscar nova identidade e construir um novo papel social. "Destruir essa estrutura ‘sólida’ é muito doloroso. E pensar em construir tudo, a essa altura da vida, pode ser assustador". Isso por que é preciso refazer a rotina, encontrar novos amigos e abandonar os círculos já criados, se abrir para novas relações afetivas e sexuais. "O desafio fica ainda maior nesse caso, já que a oferta hoje é muito menor. E piora porque muitas mulheres acham que perderam seu erotismo e sensualidade". …

A dica de Márcia é abandonar esse estereótipo e, sim, dar os primeiros passos sozinhos. A reconstrução pode demorar - há quem diga ser necessário um ano para cada 10 de casamento - e mulher alguma quer sair de casa e já mudar de endereço, embarcar numa nova relação. Fica-se muito mais exigente. "Para voltar ao mercado, a mulher precisa se gostar novamente, se arrumar, se cuidar, usar decote, se maquiar. Não se trata de vulgarizar. E sim se redescobrir". Assim, ao contrário do que muitas pensam, se descobrem mulheres atraentes que tem uma experiência apreciável. "Vencido o luto, a dor e o medo de se ficar sozinha, é preciso achar novo papel - e ele exige nova roupagem".

Essa roupagem não é ingrediente de receita mágica - exatamente por que essa receita não existe. "Existem medidas práticas e simples que ajudam muito. A primeira é ter noção que o tempo é um remédio sagrado. Não adianta ficar desesperada. Passa", sentencia. Além disso, não se isole, procure amigos e família. "A nova vida não cai alguém de pára-quedas em casa. Você precisa mostrar que está sozinha e precisa e de apoio". Vale até procurar ajuda profissional.

Outra sugestão … é ousar, fazer coisas novas, daquelas que achava que não tivesse coragem. "Sem autocensura, tome iniciativa, saia do clichê. Não fique presa e rompa padrões. Para ter algo novo, precisa fazer coisas novas". E mais importante, aprenda a se perdoar e não se sinta culpada pela separação. A decisão é difícil e deixar para trás aquilo que foi tão idealizado exige determinação. Seria muito mais fácil (e cômodo) ficar junto, claro. Mas talvez bem menos feliz.”

( in: http://vilamulher.terra.com.br/guia-para-quem-se-separou-depois-dos-40-3-1-30-669.html )
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tounessa
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Set 17, 2010 9:42 am

“ … Se casar hoje em dia já é uma despesa avultada, o divórcio vai no mesmo sentido. As estimativas médias sobre o preço de começar a «partilhar» uma vida com alguém andam entre os 5 mil e os 10 mil euros. Não deveríamos, portanto, estar protegidos contra os encargos financeiros de um divórcio?

Segundo o jornal «The Hoffington Post», o SafeGuard Guaranty Corporation, uma entidade internacional especializada neste tipo de seguros, pensa assim. Na Carolina do Norte já está a ser comercializado um seguro de divórcio, cujo nome, é «casamento».

Assim, por cada unidade de custos mensais do casamento, o seguro vai cobrindo as despesas para um divórcio de processo legal, caso venha a acontecer.

Os portadores de seguros podem comprar várias unidades, e para cada ano podem escolher a sua política. Em caso de divórcio, os clientes têm apenas de enviar os papéis para a SafeGuard e recebem logo o seu dinheiro.

Ainda não está convencido de que precisa de um seguro de divórcio? Para o ajudar, o SafeGuard disponibiliza uma calculadora de custos do divórcio e ainda tem em conta algumas variáveis, tais como a sua nacionalidade, renda familiar e história de depressão ou doença mental.”

(in: http://www.tvi24.iol.pt/portal-iol/portugal-agencia-financeira-dinheiro-casamento-divorcio/1183400-5282.html )
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fsonecas
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Set 17, 2010 10:47 am

Seguro de divorcio... Ok...
Existe uma oportunidade de negocio em tudo. Mas mesmo em tudo. Very Happy
Haja quem tire os lucros....
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Jorge aka Joker
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Set 17, 2010 12:25 pm

Tendo em conta que larguei 475 Aeurios na conservatória, bem era preciso.

Nem sei o que será pior, um acordo pré-nupcial ou um seguro... mostra imensa segurança no que se está a fazer! LOL
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estrela da tarde
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Dom Set 19, 2010 6:49 am

"As filhas dão, habitualmente, maior suporte aos pais do que os filhos - e as mulheres acabam por estar menos disponíveis para suportar comportamentos negativos dos maridos, preferindo divorciar-se" …”


Ora aqui está uma afirmação pela qual eu nao concordo, em minha casa existe um rapaz e uma rapariga, o rapaz sempre me incentivou mais nas decisoes em relaçao ao meu casamento que a rapariga, muito embora se eu levar um dia a vante o divorcio ele fica com o pai para que ele nao se perca(na bebida), agora na dcisao de dar uma hipotese, embora nao va contra a minha decisao ele (filho) acha que ja dei demasiada ele filha diz que fiz a escolha acertada porque lhe doi demais ver o sofrimento do pai nesye ultimos dias.

Por tanto aqui o caso é ao contrario.
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Jorge aka Joker
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Out 15, 2010 2:10 am

Recebi um Powerpoint (que terei todo o gosto em partilhar) que realmente torna claro o porquê de tantos casos de divórcios.

Partilho as citações (não consigo inserir as imagens):

“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".
(Jornal das Moças, 1957)

"Se desconfiar de infidelidade do marido,
a esposa deve redobrar os carinhos
e provas de afecto,
sem questioná-lo nunca".
(Revista Claudia, 1962)

Bons tempos...

“Desordem na casa de banho, desperta no marido
vontade de ir tomar banho fora de casa".
(Jornal das Moças, 1965)

"A mulher deve fazer o marido
descansar nas horas vagas,
servindo-lhe uma cerveja bem gelada.
Nada de incomodá-lo com serviços
ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)
 
"Se o seu marido fuma,
não discuta pelo simples facto
de deixar cair cinza no tapete.
Espalhe cinzeiros por toda a casa".
(Jornal das Moças, 1957)

"O noivado longo é um perigo,
mas nunca sugira o matrimónio.
ELE é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)

"Sempre que o marido sair com os amigos
e chegar a altas horas da noite,
espere-o linda, perfumada e dócil".
(Jornal das Moças, 1958)

"É fundamental manter sempre
uma aparência impecável diante do marido". (Jornal das Moças, 1957)

"A esposa deve vestir-se depois de casada,
com a mesma elegância de solteira,
pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita,
mas é preciso mantê-la bem presa."
(Jornal das Moças, 1955)

CONCLUSÃO:Já não se editam revistas instrutivas como antigamente! Razz
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RSILVA
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Out 15, 2010 3:41 am

estou feliz porque nasci em 1964...

uma grande década ..

a melhor fornada de todos os tempos ...

bounce
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dulia
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Out 15, 2010 3:55 am

Joker, devias ter posto isso nas anedotas ehehehe
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Jorge aka Joker
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Out 15, 2010 7:54 am

Isto é do melhor!

Conselhos intemporais que deviam ser segiudos por todas as mulheres! Very Happy

Gosto especialmente dos cinzeiros e da caça! LOL
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Arisca
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Out 15, 2010 3:29 pm

RSILVA escreveu:
estou feliz porque nasci em 1964...

uma grande década ..

a melhor fornada de todos os tempos ...

bounce

Apanhei o finzinho mas ainda faço parte: 1969 Very Happy
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MensagemAssunto: A família muda – e o amor também Seg Dez 05, 2011 5:38 am

A família muda – e o amor também



"O que todo mundo já sabia, por si só ou pelos amigos e parentes, acaba de ser comprovado pelo IBGE. Os divórcios e os recasamentos bateram recorde no Brasil no ano passado. Não é só porque estamos mais inquietos e egoístas, menos tolerantes com o outro, mais ansiosos para buscar a felicidade, mais abertos a desejos e fantasias, menos dispostos a engolir os sapos de uma relação que não deu certo – ou deu certo durante um tempo.
Que seja infinito enquanto dure, dizia o poeta. E, para 243.224 casais brasileiros no ano passado, o divórcio abriu caminho para uma solteirice temporária ou uma nova união.

O “até que a morte os separe” deixou de ser uma bênção. Amedronta. Alguns noivos pedem que se pule essa parte no sermão. Casamento é opção, não prisão perpétua. Recasar não significa começar de novo, mas continuar na mesma estrada. A mudança na lei arejou os costumes. Até 2009, o divórcio só era possível após um ano de separação judicial ou dois anos de separação consumada, quando homem e mulher não estão mais juntos, mas são considerados ainda casados pela Justiça. Se não há filhos menores ou disputa, agora é possível descasar em minutos, é instantâneo como uma injeção, às vezes dói, às vezes alivia a dor.

Se o amor foi um dia verdadeiro, o divórcio entristece por um tempo, produz manchas roxas na alma. O consenso é uma forma civilizada de continuar amigos, quando um quer mais se separar que o outro. Não sei se estão todos mais felizes. Alguns sim, outros não. Há viciados em recasamentos. Filhos sofrem, sim, com essas mudanças de parceiros. Sofrem mais se os pais brigam e continuam infelizes e resignados até se ver a sós de novo e se divorciar aos 60 anos.

Percebo na nova geração uma vontade romântica de provar aos pais modernos que o casamento pode durar tanto quanto o dos avós, para sempre. Mas há também uma turma apressada que se junta sem se conhecer e acaba separando em um mês ou seis meses. São uniões relâmpagos que ensinam no tranco. O casamento, por amor ou fantasia, sempre serviu de atalho para a maturidade. Hoje, muitos jovens não têm mais ideia das concessões que uma união exige. Não aprendem porque não veem mais isso em casa. O núcleo familiar se diluiu, o convívio deixou de ser regular ou forçado. As relações são mais libertárias, mais pressionadas pelo trabalho de pai e mãe fora de casa. Não acho hoje mais fácil ou mais difícil manter um amor ou educar os filhos direito. Sempre foi complicado. Mas o sacrifício em nome das aparências, tão típico das famílias classe média de Nelson Rodrigues, parece não fazer mais sentido.

Casamento é opção, não prisão perpétua. Recasar não é começar de novo, mas continuar na mesma estrada

Não tenho nenhum amigo ou amiga que ainda esteja no primeiro casamento. Eles e elas estão no segundo, terceiro ou quarto casamento. Alguns têm filhos de várias uniões. Outros estão solteiros. Ou estão com alguém, mas em casas separadas. A credulidade e o ceticismo com o casamento variam com a experiência, as crenças e o temperamento. Nunca vi qualquer sentido em casamentos oficiais, documentos assinados, compromissos públicos firmados ou juras no altar. Não creio na regulamentação dos sentimentos. Nunca sonhei em casar de branco ou de charrete. Não me considero menos romântica por causa disso. Adoro rever Notting Hill, com Julia Roberts e Hugh Grant, e me emociono com declarações de amor.

Não casei no papel, nunca dei festa, mas tive dois filhos, de dois homens que eram meus amores e com quem eu dividia casa, cumplicidade, projetos e esperanças. Acho rica e emocionante a experiência de morar junto quando se gera um filho. Prefiro relações estáveis a ser freelancer. É um privilégio estar apaixonada. Namoro há 20 anos o mesmo homem, cada um em sua casa. Nunca pensamos em morar juntos. Achamos impossível conciliar o encantamento à convivência obrigatória. Temos medo das cobranças, desrespeitos e ressentimentos que envenenam tantos casais. Os namorados não estão imunes ao desgaste do tempo, mas se protegem melhor. É raro encontrar casais felizes há muito tempo juntos – mesmo entre os que recasam. Claro que eles existem. É preciso ter sorte, criatividade, paciência, muito amor e tesão.

O psicanalista britânico Adam Phillips, autor de Monogamia, disse ao jornal Folha de S.Paulo que “amamos e odiamos um casamento feliz”, porque ele nos confronta com nossos desejos e nossas frustrações. Para Phillips, uma das raízes clássicas de conflito é o que os casais pensam da infidelidade eventual. “Todo mundo tem ciúme sexual, ninguém suporta dividir seu parceiro de sexo, isso é impossível”, diz ele. “Mas o perigo é a monogamia acabar com o desejo e virar uma prisão.” Eu, pessoalmente, não acredito na fidelidade eterna. A não ser que casemos aos 65 anos."

in: http://revistaepoca.globo.com
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Dez 06, 2011 4:33 am

gostei de ler Smile
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Dez 30, 2011 3:34 pm



“ … O número de casamentos continuou a baixar em 2010, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados, que apontam para um aumento dos divórcios e da idade média para casar.
Em 2010 foram celebrados 16.738 casamentos religiosos (menos 4,6% do que no ano anterior) e 23.255 civis (mais 1,8% do que no ano anterior).
A idade média de casamento voltou a aumentar, segundo o INE, situando-se nos 34,1 anos para os homens (33,4 em 2009) e 31,6 anos para as mulheres (30,8 em 2009).
No ano passado houve 27.556 casais residentes em território nacional que se divorciaram, um aumento de 5,3% relativamente a 2009.
Em termos evolutivos, de 2004 a 2010 o número de casamentos entre pessoas do sexo oposto baixou 19,2% e a idade média de casamento passou neste período de 30,9 para 34,1 anos, no caso dos homens, e de 28,5 para 31,6 anos para as mulheres. …”

( in: http://www.ionline.pt/portugal/2010-houve-menos-casamentos-mais-divorcios-noivos-sao-cada-vez-mais-velhos http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2211711 )

“ … Um casal italiano está prestes a divorciar-se depois de o marido ter descoberto que a mulher teve um caso. Um cenário que seria relativamente comum, não fosse um pormenor: os números. O marido tem 99 anos, a mulher 96, o casamento dura há 77 anos e a traição remonta ao ano de 1940.
Segundo escreve o The Telegraph, foi a remexer em objectos e caixas antigas da Rosa C., que Antonio C. (assim identificados no processo judicial) descobriu as cartas de amor que a mulher terá escrito ao amante nos anos 40.
Perante a descoberta, Antonio ficou de tal forma aborrecido que confrontou imediatamente a mulher e exigiu o divórcio. Nem as súplicas da mulher nem as quase 80 décadas de casamento, os cinco filhos, a dezena de netos e o bisneto foram motivos suficientes para o italiano voltar atrás com a decisão.
O caso bate um novo recorde, tornando-se o casal mais velho do mundo a pedir o divórcio….”

( in: http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=37426 )

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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Dom Jan 08, 2012 3:53 pm

A exceção a confirmar a regra!


Casados desde 1925, Karan e Kartari Chand são os protagonistas do casamento mais duradoiro do Reino Unido. O segredo para manter uma longa relação? "Comam e bebam o que quiserem, mas em moderação. Eu nunca me coibi de desfrutar a vida", diz o marido, de 106 anos.

Karam Chand nasceu numa pequena aldeia rural em Punjab, na Índia, em 1905. A sua noiva, Kartari nasceu na mesma região em 1912. Tal como manda a tradição, casaram-se muito cedo e por escolha da família. A união foi celebrada com uma típica cerimónia Sikh em 1925.

Em 1965, a família mudou-se para Bradford, no Reino Unido. Atualmente, ele tem 106 anos e ela 99 anos. Estão casados há 86 anos, o que os torna no casal mais antigo do país - e talvez mesmo do mundo. …”

(in: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2228060&seccao=Europa )
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MensagemAssunto: Re: Divórcio: textos e crónicas

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Divórcio: textos e crónicas
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