divórcio, separação, filhos, apoio emocional
 
InícioInício  Registrar-seRegistrar-se  Conectar-se    

Compartilhe | 
 

 Alienação parental

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
Ir à página : 1, 2  Seguinte
AutorMensagem
Admin
Admin
Admin
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 868
Data de inscrição : 13/06/2008

MensagemAssunto: Alienação parental Qua Abr 29, 2009 11:21 am

Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Qui Abr 30, 2009 12:16 pm

A Criança não tem que tomar o partido da mãe ou do pai. Ela ama naturalmente os dois e deve ser livre para livremente os amar.

O objectivo do progenitor alienante é claro: privar o outro pai, não só do tempo da criança, mas de toda a sua infância e juventude.

Ao fazê-lo vitimiza a criança.

O olhar triste, a inquietação, o nervosismo excessivo que, por vezes, alternam com uma agressividade exacerbada e outros comportamentos anómalos da criança, decorrem da perda incontornável que as crianças nesta situação experienciam.

Os progenitores alienantes afirmam que amam muito os seus filhos, mas, na verdade, sobrepõem os seus sentimentos egoísticos ao superior interesse dos seus filhos.

Afirmam, ainda, que estão apenas a defender a sua criança, que a sua vontade expressa prevaleça. Estas justificações são frequentemente utilizadas no âmbito dos processos judiciais de regulação do exercício do poder paternal.
….

Quando o contacto entre a criança e o progenitor alienado foi já interrompido, desenvolve-se um padrão tal que se torna difícil "reparar" a relação.

Mesmo sem a contribuição activa do progenitor alienante, a criança pode desenvolver sintomas do tipo fóbico, demonstrando ansiedade acerca do contacto com o outro progenitor.

Esta fobia, tal como todas as fobias, é intensificada pela ausência de contacto. Como, por exemplo, após se cair do cavalo, a cura para a fobia adquirida só pode dar-se voltando a andar a cavalo. O mesmo é verdade quando se vivem traumas em relações.

Daí a necessidade de se restabelecer a todo o custo os contactos da criança com o progenitor alienado.

O divórcio é, quase sempre, extremamente traumático. Sugere mal-estar, sofrimento. As separações, quer sejam situações impostas ou desejadas, não estavam nos planos iniciais de quem se casou.

Mas nada, nada justifica a alienação de um dos pais da vida da criança.


in: http://www.paisparasempre.eu/
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Qua Jun 03, 2009 4:18 pm

Voltar ao Topo Ir em baixo
alice.rosa
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 2845
Data de inscrição : 08/05/2009

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Sex Jun 05, 2009 11:43 am

tou farta da alienação parental mais todas as coisas que homens como o meu ex tentam usar contra mim, para se limparem da porcaria de homens e pais que são... no meu caso para condicionar a minha vida e para conseguir dinheiro
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Sab Jul 25, 2009 4:28 pm

Alienação parental a doer … ou nem por isso:

“O Instituto de Apoio à Criança recebeu, nos últimos tempos, um conjunto de apelos de pais relacionados com decisões judiciais sobre" casos rotulados de síndrome de alienação parental" . Ou seja, em que os juízes consideram que um dos progenitores manipulou a criança para a colocar contra o outro, impedindo o seu acesso ao filho. Foi este o motivo invocado por um juiz para retirar à mãe uma criança de sete anos, em Fronteira, que está há um mês internada numa instituição, sem poder falar com a família.

Sem querer pronunciar-se sobre casos concretos, a presidente executiva do instituto, Dulce Rocha, considera ser aconselhável "uma investigação mais rigorosa destas situações" pela Justiça. Porque, nalguns casos, alerta "poderá haver razão fundada da criança para se recusar a ver o pai ou a mãe". A recusa persistente dos filhos, defende, "tem geralmente outras razões. Porque quando não existem outros motivos a atitude de recusa é normalmente ultrapassada com a intervenção terapêutica".

Dulce Rocha considera, assim, que na análise destes processos "não devem ser desvalorizados os depoimentos das crianças e é necessário ter em conta, não só os relatórios de técnicos de instituições que acompanharam a situação, mas também de outros psicólogos ou pedopsiquiatras que seguiram a criança ao longo da sua vida".

Estas preocupações vêm na sequência de um documento entregue há mais de um ano pelo Instituto no Parlamento em que se defendia a consagração legal do direito da criança à preservação das suas relações afectivas profundas.

Um dos casos que o Instituto de Apoio à Criança está a acompanhar é o de Maria, a criança de Fronteira, que um Tribunal colocou há um mês numa instituição de acolhimento em Vendas Novas, sem poder ter qualquer contacto com a família, porque rejeitava as visitas ao pai. O Juiz considerou tratar-se de uma situação de alienação parental, em que a criança era manipulada pela mãe.

Ontem, Antónia Correia, a mãe de Maria, reuniu com a presidente executiva do Instituto para discutir o caso.”


in: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1316944
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Dom Jul 26, 2009 3:16 pm

“A protecção dos direitos dos mais pequeninos obriga-nos a ir mais longe. Sem amor não há Direito que nos valha.

O Instituto de Apoio à Criança divulgou um conjunto de preocupações decorrentes de um conjunto de sentenças judiciais, cujo princípio fundador da decisão tem por base a manipulação de crianças, por parte dos pais, em casos de separação ou divórcio, que, nas consequências mais radicais desta disputa de adultos, tem levado os tribunais a retirar as crianças, internando-as, desse mundo de disputa.

Considero o Instituto de Apoio à Criança, liderado por Manuela Eanes, e hoje com a direcção técnica de Dulce Rocha, uma magistrada de excelência, um dos mais decisivos colos maternais que nunca perdeu o sentido dos direitos jurídicos da criança, sobretudo porque não as vê apenas como sujeitos de Direito sem dimensão afectiva.

E a verdade é que são abundantes os casos em que os filhos são objecto de chantagem, moeda de troca, para salvar casamentos, para condicionar o futuro de adultos e até para resolver disputas patrimoniais. A instrumentalização das crianças, tornadas em coisas, nestas disputas é, por outro lado, uma estatística criminal. Basta ver os números de ‘sequestros’. Se nos aproximarmos mais deste crime, chega-se à conclusão de que a maioria resulta de queixas de pais ou de mães que acusam o outro de lhe ter ‘roubado’ o filho.

É um mundo dramático de que pouco se fala, pouco conhecido, que diz pouco sobre as crianças mas que diz muito sobre os pais. E quando se apanha pelo meio um magistrado burocrata, legalista e sem cultura humanista pode acontecer aquilo que o IAC denuncia: em vez de se tratar dos pais, enclausuram-se as crianças em internamentos aparentemente de protecção, que agravam o desequilíbrio emocional de quem assim é tratado.

A secularização do casamento, a sua rápida descristianização ao longo das últimas décadas, a lei do divórcio que facilita, e bem, a separação de quem não quer estar unido, não têm merecido a atenção que exigem, em termos de debate académico e público, como factores que têm vindo a impor uma ideia de família bem diferente daquela que assumimos da tradição romântica do matrimónio.

E por falta de compreensão da nova situação, embora já com algumas décadas de experiência, vulgarmente são os filhos quem paga as favas das dissensões, tensões, raivas e ódios que se cruzam entre os dois cônjuges. Vulgarmente as instituições interessam-se quando se entra na violência doméstica. É curto. A protecção dos direitos dos mais pequeninos obriga-nos a ir mais longe. É que sem amor não há Direito que nos valha.”

Francisco Moita Flores, in: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=695D72F4-8F63-486D-B795-9B857E8EA83E
Voltar ao Topo Ir em baixo
Charley
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 495
Data de inscrição : 07/07/2009

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Sex Ago 07, 2009 2:54 am

todos os dias penso nisso..as vezes nao queria por varias razoes ,mas nao quero privar a minha filha do pai,e por muito k eu sofra vou tentar nunca o fazer...
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Sex Ago 07, 2009 8:31 am

“Síndrome da alienação parental, dizem eles. Uma expressão técnica que afasta os papões. As pessoas divorciam-se e procuram virar os filhos contra o ex-cônjuge, é muito simples. Há especialistas em detectar esse síndrome como um vírus da gripe, no ar, sem sequer conhecer o pai ou a mãe que acusam. Os tribunais desconfiam, por princípio, dos pedopsiquiatras que acompanham as crianças, porque são contratados por uma das partes em conflito. Mas aceitam e acarinham os relatórios dos teóricos da "síndrome de alienação parental", mesmo que esses teóricos nunca tenham posto a vista em cima do progenitor que acusam. Deviam ter mais cuidado.”

Inês Pedrosa, in http://aeiou.expresso.pt/contra-a-sindrome-do-silencio-basta=f528358#commentbox
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Dom Nov 15, 2009 7:28 am

Amanhã, segunda-feira, 16-11-2009, na SIC, após o jornal da noite:
---------------------------------------------------------------------


Filhos de pais em guerra

Diana tem 15 anos e diz tudo o que é preciso ouvir sobre este assunto. "Nós amamos sempre os nossos pais. E, se não nos tentarem envenenar, nós nunca vamos deixar de ter esse sentimento."

A Grande Reportagem SIC ouviu também pais e mães em guerra depois do divórcio.

Para perceber como pode uma batalha parental durar uma vida e, em muitos casos, transformar os filhos em orfãos de pais vivos.

Grande Reportagem SIC

Ouviu também a psicóloga e mediadora familiar Maria Saldanha, que há 20 anos se exaspera com o sistema que continua a permitir que os filhos sejam usados como armas.

Ouviu ainda o juiz António José Fialho explicar porque não tem meios para lidar adequadamente com as questões delicadas, complexas e urgentes da regulação das responsabilidades parentais.

O país conheceu Diana quando ela tinha sete anos. Ela aceitou falar agora, pela primeira vez: "Acho que já estou suficientemente forte para falar neste assunto. E acho que posso dar uma esperança aos que estão agora a passar por uma situação destas."

A próxima GRANDE REPORTAGEM conta histórias de "FILHOS DE PAIS EM GUERRA". Na primeira pessoa.

http://sic.sapo.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Artigos/Filhos+de+pais+em+guerra.htm
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Nov 17, 2009 6:58 am

... a reportagem:

Voltar ao Topo Ir em baixo
dulia
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 1446
Data de inscrição : 17/11/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Nov 17, 2009 7:19 am

Boa reportagem!
Voltar ao Topo Ir em baixo
alice.rosa
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 2845
Data de inscrição : 08/05/2009

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Nov 17, 2009 10:15 am

obrigada tounessa..

Vi ontem... e agora vi outra vez...
Voltar ao Topo Ir em baixo
analu
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 2596
Data de inscrição : 12/01/2009

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Nov 17, 2009 11:00 am

Excelente!!!!!!!!!!!!!!!! O que estremeci ontem ao ver o testemunho daquela menina...
Crianças feitos adultos à força pelos próprios pais que só pensam em destruir-se um ao outro e usam os filhos como arma... que vergonha...
Voltar ao Topo Ir em baixo
alice.rosa
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 2845
Data de inscrição : 08/05/2009

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Nov 17, 2009 11:21 am

eu fiquei deveras perturbada...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Igualdade
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 84
Data de inscrição : 21/04/2010

MensagemAssunto: DIA INTERNACIONAL DE CONSCIENCIALIZAÇÃO SOBRE A ALIENAÇÃO PARENTAL - 25 ABRIL 2010 - Qui Abr 22, 2010 4:51 pm

DIA INTERNACIONAL DE CONSCIENCIALIZAÇÃO SOBRE A ALIENAÇÃO PARENTAL

Data:
Domingo, 25 de Abril de 2010
Hora:
16:00 - 19:00
Local:
Fábrica do Braço de Prata
Rua:
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1


Data:
Domingo, 25 de Abril de 2010
Hora:
11:00 - 13:00
Local:
Cinema Charlot - Setúbal

Data:
Domingo, 25 de Abril de 2010
Hora:
15:00 - 18:00
Local:
PORTO (Casa da Animação)

http://sites.google.com/site/igualdadeparental/dia-internacional-de-consciencializacao-sobre-a-alienacao-parental---25-de-abril-2010
Voltar ao Topo Ir em baixo
Madrasta
.
.
avatar

Feminino
Número de Mensagens : 330
Data de inscrição : 26/07/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Sex Abr 23, 2010 5:14 am

Vou lá estar.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Igualdade
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 84
Data de inscrição : 21/04/2010

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Sab Abr 24, 2010 4:32 pm

Voltar ao Topo Ir em baixo
Igualdade
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 84
Data de inscrição : 21/04/2010

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Dom Abr 25, 2010 6:00 am

Especial reportagem: Filhos separados do pai
Após o divórcio, a mágoa e o rancor da separação resultam muitas vezes numa guerra das mulheres para privarem o pai dos filhos. O fenómeno chama-se alienação parental e tem como objectivo manipular um filho para odiar o pai.
8:00 Domingo, 25 de Abril de 2010

http://aeiou.expresso.pt/especial-reportagem-filhos-separados-do-pai=f578425
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Dom Abr 25, 2010 12:48 pm

20% das crianças em regulação de poder paternal são vítimas de síndrome de alienação.

"O meu filho não perdeu só a mãe. Perdeu os avós maternos, os tios, os primos e uma irmã." Tal como no documentário brasileiro A Morte Inventada, também Cristina Louro, 40 anos, sente que para o seu filho de 13 anos, ela já não existe. Não está com ele desde Setembro de 2008, a não ser por escassos minutos quando vai a tribunal ou visitá-lo ao colégio. "O meu filho sente que está a trair o pai ao falar comigo. Ele nunca disse que o pai o proíbe de me ver, mas isso nota-se no comportamento dele", explica Cristina, que vive em Lisboa com a filha.

O filho de Cristina é vítima de alienação parental (manipulação de um dos pais para odiar o outro) e tal como muitas outras crianças e adolescentes filhos de pais separados, rejeita ver o progenitor que não vive com ele.

Apesar de não haver números oficiais os especialistas avisam que o Síndrome da Alienação Parental (SAP) está a crescer em Portugal. De tal forma, que hoje, em Setúbal se organiza um debate para marcar o Dia Internacional para a Consciencialização deste Síndrome.

O juiz desembargador Madeira Pinto estima que este fenómeno afecte 15 a 20% das crianças envolvidas em processo de regulação do poder paternal.

Também a psicóloga Teresa Paula Marques chama a atenção para a possibilidade de que "com o aumento exponencial de divórcios, o SAP também aumente". Acrescentando que "actualmente estima-se que uma criança em cada quatro vai ter de enfrentar o divórcio dos pais", pelo que este síndrome pode vir a afectar muito mais crianças portuguesas.

Cristina, 40 anos, separou-se em 2007 e a relação com o ex-marido, pai dos seus dois filhos, sempre foi conflituosa. Depois de passar uma fase em que os filhos não queriam estar com o ex-marido, a administrativa deparou-se com o pedido do filho para deixar Lisboa e regressar à Guarda para viver com o pai. Cristina acabou por aceder, mas o ex-marido nunca cumpriu o regime de visitas estipulado pelo tribunal.

O processo está a decorrer no Tribunal da Guarda e Cristina não esquece as palavras do juiz quando entregou o filho ao cuidado do ex-marido. "O juiz escreveu que uma criança de 11 anos [idade do filho quando foi viver com o pai] já não precisava dos cuidados da mãe. Fiquei muito magoada com estas palavras. Como se pode dizer isso de uma criança de 11 anos?", questiona.

O caso de Cristina é raro. Normalmente, os homens são os principais afectados pelo SAP, uma vez que são as mães que ficam com a guarda parental. Segundo dados de 2006 (últimos dados conhecidos) dos 15 574 menores com guarda decidida em tribunal, 12 214 foram decisões favoráveis à mãe. "A minha ex-mulher começou logo a exigir que eu não podia ver os meus filhos ao fim de semana e só podia ter nove dias de férias com eles por ano. Durante a semana ia buscá-los às 19.00 e tinha de entregá-los às 20.00". O conflito de Rogério (nome fictício) começou há nove anos e hoje os seus filhos já têm 15 e 12 anos. No meio dos vários incumprimentos das visitas, já não vê os filhos há um ano, até porque estes começaram a recusar-se a estar com ele. "Os meus filhos estão formados e eu não tive nenhum contributo", lamenta o engenheiro de 47 anos.

A manipulação dos filhos para que estes odeiem os pais sempre existiu, mas o fenómeno foi identificado nos anos 80, pelo psiquiatra americano Richard Gardner, que o classificou de síndrome de alienação parental. Só recentemente os juízes portugueses começaram a aceitar este síndroma quando se disputa os menores em tribunal. Mas com muitas cautelas, pois, segundo os magistrados "são casos em que é difícil saber onde está a verdade" ...

( http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1552688 )

A alienação parental consiste num corte de relações entre as crianças e um dos progenitores, promovido pelo progenitor que vive com elas. Assim, os juízes confessam que a maior dificuldade é saber onde está a verdade. Até porque estes casos envolvem trocas de acusações entre as partes às vezes até suspeitas de abusos sexuais. "O grande drama é perceber quem diz a verdade. A mãe diz que a criança não quer ir, o pai diz que a mãe não deixa a criança ir", refere o juiz do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, Celso Manata.

Mas o facto do síndrome de alienação parental não estar ainda incluído no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais da Organização Mundial de Saúde (OMS) também faz com que alguns juízes não o reconheçam como entidade clínica, diz a psicóloga Teresa Paula Marques.

O juiz Celso Manata aponta ainda o dedo às perícias:"As perícias são demoradas e depois a mãe vai fazer a avaliação psicológica a um lado, o pai a outro e a criança a outro e é o tribunal que tem de fazer a ligação entre eles. Ora, os juízes não têm formação para isso".

A demora neste tipo de processos e a dificuldade em descobrir quem fala verdade leva o juiz Celso Manata a apelar às mães para que estas isolem os seus dramas com o ex-companheiro das crianças. Isto porque, os mecanismos de segurança que o tribunal tem de aplicar podem apenas servir para penalizar as crianças e os pais com um afastamento desnecessário, acrescenta o juiz.

E foi após uma longa luta nos tribunais que José Joaquim de Oliveira conseguiu recuperar o contacto com o filho. "Há duas semanas saiu a sentença e agora passo os fins de semana com o meu filho de 15 em 15 dias e estou com ele um dia por semana", revela ao DN. Ao fim de cinco anos vê finalmente a sua situação regularizada.

Por um período de oito meses, o mecânico, dono de uma oficina, esteve sem ver o filho e os entraves colocados pela mãe têm sido constantes. "O meu filho está atrasado para a idade. Só começou a andar aos 22 meses e a falar aos três anos e tudo por falta de estímulos e porque a mãe, apesar de portuguesa, só fala com ele em inglês", lamenta.

( http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1552696 )

… e ainda http://aeiou.expresso.pt/especial-reportagem-filhos-separados-do-pai=f578425

Resumindo: três mil anos depois, constata-se que aprendemos muito pouco com o Rei Salomão.
Enchemos a boca com a alienação parental e tendemos a ignorar que em causa deve estar o interesse do menor, devendo este sobrepor-se a eventuais direitos dum ou de outro pai.
Para além de não faltar quem não mereça sequer ser pai !
Voltar ao Topo Ir em baixo
Igualdade
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 84
Data de inscrição : 21/04/2010

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Abr 27, 2010 4:03 am

Antes de apontar o dedo no uso do conceito de Alienação Parental ("esse encher" além de deselegante, é a forma encontrada para não se discutir o fenómeno) tem que se saber o que é efectivamente a Alienação Parental. Se alguém aqui não quiser chamar alienação parental pode chamar outra coisa, que é um facto que existe afastamento involuntário de progenitores dos seus filhos, lá isso é. Que isso tem por base um desequilíbrio de direitos e deveres entre progenitores, muita das vezes com patologias de base de um dos progenitores, é também uma análise muito objectiva. Não podemos falar no interesse das crianças sem os pais. Portanto, é indissociável que a resolução do conflito dos adultos é o 1º passo para garantir o verdadeiro interesse da criança. Caso contrário, defenda-se a maioridade das crianças aos 6, 8 ou 12 anos. Não me parece que é esse o modelo que defendemos para a nossa sociedade, logo, a criação de um clima institucional que evite o conflito e com isso prejudique as crianças é o trabalho que todos temos que fazer. Mais do que discursos contra a Alienação Parental temos é que lutar contra a violência que é perpetrada por um progenitor ao seu filho e ao outro progenitor através do afastamento físico e emocional/psicológico.
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Abr 27, 2010 3:02 pm

Subscrevo ...
... e constato amiúde que muitos progenitores descobrem o amor pelos seus filhos na hora do divórcio.

Muitos dos que enchem a boca com direitos parentais não se importariam que Salomão lhes desse metade da criança.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Igualdade
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 84
Data de inscrição : 21/04/2010

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Ter Abr 27, 2010 3:37 pm

a tounessa referiu uma coisa relevante. Nós, como seres humanos, geralmente só damos importância às coisas, às situações, às pessoas quando já não as temos. Muita das vezes a convivência que devíamos ter com os filhos não a temos porque a consideramos como algo garantido. "Se não fizer isto hoje faço amanhã"... ora, em situação de conflito parental e de separação tudo isso muda. Já nem se sabe se haverá o amanhã. Aquilo que era considerado como garantido passou a ser uma luta quotidiana. Por isso é que se diz muita das vezes que só quem passa por esta privação é que sabe o que ela verdadeiramente custa. Pelo menos que o sofrimento daqueles que são privados, bem como os filhos, sirva para aqueles que não estão nessa situação darem mais atenção à convivência com os seus filhos.
Voltar ao Topo Ir em baixo
tounessa
.
.


Masculino
Número de Mensagens : 2288
Data de inscrição : 12/10/2008

MensagemAssunto: Re: Alienação parental Qua Abr 28, 2010 3:51 pm

Só se pode falar em parental quando há filhos.
Sem filhos, não há, portanto, direitos parentais.

Consequentemente, se se invocam os direitos dos pais, é obrigatório falar dos direitos dos seus filhos.

Pai que quer ser pai, preocupa-se com os direitos dos seus filhos antes de equacionar os seus direitos.
E pai que não respeita em primeiro lugar os direitos dos filhos, não tem direito a preocupar-se com os seus direitos de pai. Estes existem em função daqueles, a menos que se queira ser pai de fachada.

É aqui, nos direitos dos filhos, que deve ser concentrada sempre a discussão.

Os direitos dos filhos, às vezes, podem entrar em conflito com a igualdade parental.
Por exemplo, todos estaremos de acordo, na amamentação. Ninguém quer os filhos a mamar, tanto na mãe como no pai.
E há mais fases no desenvolvimento de uma criança que obrigam a não respeitar continuamente essa igualdade.
Quem não descortina isto, olha demasiado para o seu umbigo, perdão, para os seus direitos.

( e, por favor, não me comam a setinha do sexo …)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Mãe
Convidado



MensagemAssunto: Um video de filhos e mães vítimas de SAP Ter Jun 01, 2010 10:59 am

Voltar ao Topo Ir em baixo
Rebeca
Convidado



MensagemAssunto: Contra o Conceito de Alienação Parental Qua Jun 02, 2010 10:03 am

Esta acusação às mulheres e mães de estar a lavar o cérebro dos seus filhos faz lembrar a caça às bruxas ou a inquisição. Parece que não há qualquer outra razão para um filho não querer se encontrar com o seu pai que não seja por estar a ser manipulado pela "bruxa" da mãe, que é mulher e por isso um ser naturalmente dado à manipulação - uma bruxa que devemos queimar ou apedrejar na praça pública.

As causas mais prováveis para uma criança se recusar a ver um dos genitores são outras. A mais grave de todas é o abuso sexual por parte desse genitor e vários estudos (em Espanha e nos Estados Unidos) indicam que a percentagem de falsas denuncias por crimes de natureza sexual contra crianças é muito mais baixa do que a percentagem de falsas denúncias por outros crimes. Quando as crianças dizem que estão a ser abusadas o mais provável é que estejam mesmo a sê-lo.

Em Espanha estão a proibir a utilização do conceito de alienação parental na justiça. E a promover a denuncia de peritos que utilizem esse conceito em autos periciais às Ordens Profissionais respectivas.

O conceito de alienação parental não é reconhecido no mundo da Ciência. A Organização Mundial de Saúde não o reconhece. O DSM (American Psychiatric Association’s Diagnostic and Statistical Manual) não o reconhece.

Vejam a reportagem Americana da PBS no youtube intitulada "Breaking the silence: Children's stories" -

Ou a do canal português RTP, sobre um caso recentemente passado em Portugal intitulada "Filha Roubada"-
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Alienação parental

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Alienação parental
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 2Ir à página : 1, 2  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Fórum Divórcio :: SER SOCIAL :: Imprensa-
Ir para: