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 Compreender a reação das crianças ao divórcio

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MensagemAssunto: Compreender a reação das crianças ao divórcio Sex Dez 05, 2014 5:51 am

"As crianças, tal como os adultos, reagem de maneira própria ao stress e à infelicidade. As suas reações variam também de acordo com a idade:

- Antes dos 5: As crianças pequenas geralmente passam por estados de ansiedade quando são separadas de um dos pais. Essa ansiedade geralmente aparece como choro, agarramentos e comportamentos difíceis. Com o stress adicional da dissolução da família, é de se esperar que a criança encontre ainda mais dificuldade em lidar com separações e mudanças. Ela pode demonstrar grande  relutância a deixar você na hora da visita do pai (ou mãe) e, depois, ter um acesso de raiva no momento de se despedir e voltar para casa. Isto é estressante para todos, embora, devido às circunstâncias, seja natural.

- 6 a 11 anos: Durante os anos seguintes da infância, as crianças já possuem uma compreensão melhor daquilo que está ocorrendo, mas ainda são incapazes de lidar com o conflito de lealdades que surge com uma separação. Podem até se sentir responsáveis pelo problema e experimentar sentimentos de culpa. Elas precisam que você aceite que estão passando por esse momento conturbado e que você entenda que externalizem isto com quem os rodeia, antes de conseguirem retomar sua estabilidade. A escola às vezes pode se tornar um porto seguro para a criança, mas você precisa ser paciente se elas não conseguirem mais lidar tão bem com os amigos e com a própria escola.

- Adolescência: Este é um momento importante para que o jovem descubra seus próprios sentimentos e sua identidade. Para um(a) adolescente, a separação dos pais faz com que se sinta inseguro(a) no momento em que ele(a) mesmo(a) começa a se desligar da família, como parte de seu desenvolvimento normal. Os adolescentes também se sentem culpados, porque acham que causaram a separação. Certos adolescentes lidam com isso demonstrando uma atração frenética por independência, como uma maneira de não encarar o que realmente está acontecendo em casa. Para outros a incerteza pode fazer com que se apeguem mais à família. É importante para os adolescentes manterem contato com o pai do mesmo sexo.

A criança que demonstra pouco e aliena-se é a que nos deve preocupar mais. Você deve cuidar de oferecer a essa criança todo o tempo e consideração que ofereceria se os problemas fossem mais evidentes. Se você não tem certeza com relação ao tipo de preocupação que deveria ter, talvez ajude conversar com o professor de seu filho, ou com seu médico, ou com a assistente de saúde, para saber se você precisa de alguma outra ajuda externa.

Disciplina

As crianças provavelmente sentirão muita inconsistência dos adultos que estão sofrendo, preocupados com a separação. Como resultado disto, a disciplina será provavelmente uma questão mais difícil a se lidar do que antes. Você pode ficar ansiosa(o) sobre o que os seus filhos estão liberados para fazer quando estão com seu(sua) ex-parceiro(a), ou poderá descobrir que seu(sua) novo(a) parceiro(a) encara a disciplina de modo diferente.

Novas famílias

Quando as famílias se dissolvem, geralmente formam novas famílias. Se você tem um novo parceiro, tem também a esperança de construir um novo futuro para a sua família, juntos. Você precisa se lembrar que pode estar pedindo muito
a seus filhos em um momento em que estão tentando administrar a perda de um dos pais. Eles têm que:

•  aprender a lidar com o novo adulto, que parece ter assumido o lugar que era da mamãe ou do papai
•  conhecer novos avós, irmãos e, é claro, os bebês que virão do novo relacionamento
•  discriminar as antigas lealdades e os novos sentimentos de ciúme

•  acostumar-se a diferentes maneiras de fazer as coisas e novos arranjos de moradia, tais como compartilhar com outros o quarto de dormir.

Mesmo para as crianças muito pequenas, é importante deixar claro que o(a) seu (sua) novo(a) parceiro(a) não se tornou, automaticamente, um novo papai ou uma nova mamãe. Um relacionamento tão íntimo só pode se desenvolver com o tempo – e mesmo assim apenas se o novo pai (ou nova mãe) e o(a) novo(a) filho(a) desenvolverem esse sentimento um(a) pelo(a) outro(a). É melhor, nesse meio tempo, aceitar que uma certa distância seja inevitável e mais respeitosa para todos os envolvidos. Seu (sua) ex-parceiro(a) também não quer sentir que outra pessoa está ocupando o seu lugar como papai, ou mamãe. Se você conduzir as coisas com vagar, será possível acertar um arranjo que seja plausível para todos."

in "http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2014/12/como-ajudar-as-criancas-a-lidar-com-o-divorcio"
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