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 À beira do Divórcio (IV)

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AutorMensagem
Leunam
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qua Out 24, 2012 10:58 am

JPA.
Obrigado pela tua compreensão.
Existem muitos e bons casos, que são exceção na regra.
Não conheço as pessoas aqui do fórum. Limito-me a escrever o que penso!
Se não conheço as pessoas, não posso fazer juízos de valor.
No entanto, tenho algo a acrescentar ao ultimo post:
Pessoalmente, acredito na felicidade. Eu nasci feliz e a infelicidade que tive em algumas etapas da minha vida, foram causadas por mim.
Acredito sim, que a felicidade é possível. Temos é que fazer alguma coisa por isso.
Costumo dizer que trabalho muito para ser feliz e que inclusive, faço horas extras.
Também acredito, que não é preciso muito, para se ser feliz.
Pessoalmente, acredito que a felicidade está nas coisas básicas do dia a dia.
Não vejo a felicidade como demagógica ou utópica.
Aliás, apesar do divórcio, hoje considero-me uma pessoa feliz.
Não precisei de muito. Tentei encontrar o equilíbrio e dar valor, ao fato de não ter frio, não ter fome, ver os filhos a crescer saudáveis, sorrir com os sorrisos dos outros, fazer sorrir quando não vejo sorrir e tentar pagar a minha divida. Recebo muito mais do que dou e por isso, tenho uma divida a pagar á sociedade!
Relativamente á luta pelo casamento…
Outro assunto em que tenho uma opinião muito própria…
Nunca lutarei por uma relação.
Se eu amar, todos os dias pensar que não tenho o direito de fazer sofrer os outros. Se conseguir ser leal, falar a verdade. Se não contribuir para a intriga e fundamentalmente, se conseguir ser uma pessoa que mereça confiança, nunca precisarei de lutar por uma relação. Bastará ser autêntico!
Se o outro lado não perceber isso. Se o outro lado não escrever o argumento do “nosso” filme, em partilha e com responsabilidade, porque razão estarei a lutar por algo que não me fará feliz!
Costumo dizer, que em muitos casos, o divorcio é a oportunidade que temos, em voltarmos a ser felizes.
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JPA
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Masculino
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qua Out 24, 2012 5:29 pm

Olá Leunam,

Quanto à felicidade e como disse acho que depende muito de pessoa para pessoa... das suas caracteristicas, personalidade, umas pessoas contentam-se com o simples facto de estarem vivas e sentirem-se bem, outras necessitam que toda uma série de outros factores estejam preenchidos... agora tenho dificuldade em perceber aquela frase "um dia serei feliz..." quando tb acredito que a felicidade é construida com pequenas acções do dia a dia e pode existir já, mas devemos considerar que não vai durar para sempre, vai ser interrompida muitas vezes, mas que temos q encontrar dentro de nós, nova força e sabedoria para a reconquistar e pode ser assim até ao fim da N/ vida...!!! Ou seja, não a vejo como uma linha continua que surge a partir de determinado momento, mas mais como uma linha descontinua que tem que ser constantemente alimentada, como dizes, com trabalho...! Insisto neste tema, pq temo por casos que conheço, relatos neste forum, entre outros, que por causa dessa maneira de abordar a felicidade as pessoas nunca a alcancem...!!! Eu proprio, não possa garantir que consiga fazer sempre essa "manutenção" constante para ser feliz... embora acredite que seja a solução...!

Quanto à luta pelo casamento (relação ou outra coisa...) acho que faz parte da vida... conheço casos de casais muito próximos... que se deram muito mal e passaram por muitas dificuldades, conflitos e sofrimento e que passados alguns anos voltaram a ser grandes companheiros, amantes e felizes...pq não desistiram e lutaram por isso...!!! Acho que deve haver limites e nem todos os meios justificam os fins... mas tb creio que deverá ser o casal a estabelecer isso...!!! Concordo tb que para resultar, ambos os lados têm que compreender essa luta, esse desejo de melhorar e ultrapassar os problemas...!

Obrigado. Estas reflexões bem como outras que se discutem no forum têm-me levado a pensar e ajudar a reencaminhar...! Espero tb ajudar...!!!
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 2:41 am

Sabes Leunam,
Uma coisa concordo ctg, devemos ser autenticos, no verdadeiro sentido da palavra e se a outra parte não acompanhar o argumento, porque manter o que não é justo e não nos faz felizes. O problema é que essa é a atitude racional, mas o amor não é racional o que significa que por muito que pensemos que não passamos frio, que temos casa, que vemos os nossos filhos crescerem saudáveis, não impede a dor e a tristeza do pensamento que não nos abandona, que não merecíamos isto. Esta melancolia inunda-nos o cerebro e é mais forte que a razão, porque a razão nos torna lúcidos mas o amor nos torna felizes.
O teu relato denota das duas uma, ou não amaste com a intensidade com que alguns de nós infelizmente amamos, ou tens uma capacidade invulgar e uma auto-estima de fazer inveja a qualquer homem. Seja como for, respeito-te, pois acreditas no que dizes e isso já é digno de respeito, pois não é apanágio de todos.
Um abraço e reforço o que disse, gostava de ser detentor de uma das duas capacidades que falei anteriormente, ou de conseguir não ser tão emotivo e "leal" ou de ter essa força, essa auto-estima que nos tira da escuridão.
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diva
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 3:39 am

Gostei muito da abordagem da "felicidade" dos dois últimos posts. Concordo em pleno.

E já agora permitam-me "dissolver as minhas angústias", ou seja, transformá-las num desabafo:
-Sinto-me sozinha...
-Sinto saudades dos bons momentos e das boas recordações de um casamento de 12 anos.
-Sinto saudades dos momentos em família e quando olho para outras sinto um pouco de ciumeira ou inveja como queiram.
-Sinto-me frustrada por um projeto que falhou.
-Sinto-me culpada por ter dissolvido a família, por ter "estragado a estabilidade financeira" de todos"

Para ser feliz mesmo sendo eu a pedir o divorcio, terei que passar por estas angústias atrás referidas...????
Não me arrependo mas penso muito em tudo...será que o que virá será melhor???
Claro que tudo é um aprendizagem e cabe-nos a nós não cometer os mesmos erros, não permitir que nos faltem ao respeito, etc. Mas o futuro incerto assusta-me também...no fundo estava infeliz e continuo infeliz com a diferença que agora tenho oportunidade de ser feliz...
De fato quando casamos é tudo um mundo de príncipes e princesas e nunca pensamos que o castelo se desmorona....
Desculpem lá o testamento e digam lá de vossa justiça..digam qualquer coisa...
Estou mesmo a precisar
Bjs
Diva
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Nélia
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 4:16 am

Olá Diva
Como te compreendo, sinto-me sozinha neste momento, apesar de ter alguém do meu lado que não sabe se me ama.

Não me arrependo do meu divórcio, embora as dúvidas muitas vezes persistem:
- Sinto saudades do tempo em que não procurava ser feliz.
- Culpo me constantemente do sofrimento dos meus filhos e do meu.
- Consegui estragar a vida familiar que tinhamos.
Tinha tudo o que uma mulher poderia desejar, só faltava mesmo o amor.

Procurei o meu caminho para a felicidade e cada vez me sinto a enterrar mais, mas não consigo recomeçar tudo de novo. Ainda existem alguns bons momentos e é a eles que me agarro com esperança de voltar a ser feliz e amada.

Desculpa se fui confusa e se não consegui ajudar.
Bjs

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diva
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 4:57 am

Olá Nélia!

Eu sinto-me assim como tu...isso quer dizer que é perfeitamente normal o que sentimos...mas damos oportunidade para sermos felizes e tu podes ainda não ter acertado na relação que poder-te-á dar a felicidade que procuras....Há pessoas que se divorciam duas vezes e são felizes à terceira como aquelas que encontram a pessoa certa logo a seguir ao 1º divórcio.

Não te estás enterrar coisa nenhuma ...estás a procurar o teu caminho. São duas coisas distintas...é normal que te sintas em baixo quando parece que afinal esta relação não te saíu como esperavas...dá tempo ao tempo..O que tiver que ser é...e o que estiver reservado para ti estará...não te culpes...

Tu estás a culpar-te agora do tua 1ª relação porque não está a ver a luz ao fundo do túnel com a 2ª porque se tivesses bem o discurso seria diferente e no fundo..esta reflexão serve também para mim...não tenho ninguém..sinto-me sozinha porque apesar de tudo tinha companhia mas não era feliz...
Continua a procurar a felicidade..estás no bom caminho..não te vás abaixo..o imprevisto acontece e ás vezes quando não estamos à espera a nossa vida dá voltas de 360º.
Bjocas
Diva
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joyce44
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 7:52 am

ola Meninas, Diva, Nelia,

Engraçado, sentimos todas a mesma coisa....
Eu tambem nao sei o dia de amanha, e de facto era facil os dias em que nao procurava ser feliz mas analisando bem "como vivia eu" num buraco ....

Eu sei que agora tenho de ir a luta pela vida, pela vida nova que me espera, a felicidade ou momentos de felicidades. Eu vejo isso como um desafio e é motivador para mim...
Ja comecei a conhecer novas pessoas, e isso também é interessante.
Ha um mundo la fora a nossa espera, meninas....

E vou dizer mais uma coisa, eu apercebe-me que perdi tanto tempo, e de certeza tanta coisa, a ficar parada com uma pessoa triste, que sou sabia fazer-me infeliz...
Eu nao sou assim, sou tenho de ser "EU" de novo.
Bjocas a todas... e todos também...
Joyce
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 10:00 am

Olá Nelia, Diva e Joyce
Eu quando leio o que vocês escrevem, revejo-me nas vossas palavras. Mas pergunto-me, será justo que nos culpemos dessa maneira? Será que a outra pessoa também tem esse peso na consciÊncia? Será que só nós é que sentimos a perda?
Eu tento não me isolar, mas quando dou por mim, lá estou eu absorvido pelas memórias e muitas vezes não são memórias, são desejos de como eu gostaria que tivesse sido.
Tenho um pequeno escape, já que não consigo abstrair-me de pensar no mesmo e no mesmo, vou até à marina de Oeiras e dou por lá um passeio de uma hora, sempre faz bem à saúde e acaba por fazer bem à alma, apesar de se misturar com alguma nostalgia.
Quando casei, não pensei em nenhum momento que iria estar "solteiro" de novo e neste momento não ambiciono nenhuma relação, mas gostava de ter o privilégio de conhecer pessoas novas, com experiências de vida idênticas que soubessem dar valor à dor porque já a conheceram. Tal e qual como diz a Diva, chego a olhar para os outros e a ter uma pontinha de inveja, não com maldade, mas com saudade do mesmo. É claro que nao fecho as portas e janelas a uma nova relação, pois ainda sou novo, mas é dificil sair desta redoma de amigos e familia.
Se quiserem falar, desabafar, pedir uma opinião de homem, sempre é uma perspectiva diferente da vossa, estejam à vontade, por aqui em público ou por e-mail que está disponível aqui e no nnmarco@aeiou.pt.
Força para vocês e não me levem a mal se alguma vez a minha opinião sobre o que dizem não ser a que se espera, mas dentro dos defeitos e virtudes, tenho a caracteristica de ser directo e dizer o que penso, como tal, não sei onde enquadrar esta maneira de ser.
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diva
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Feminino
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 10:30 am

Obrigada pelas vossas palavras joyce e nmarco..

Pois de fato essa da consciência do outro eu penso que tens razão nmarco, apesar de ter sido eu a pedir o divorcio o meu ex revela que não tem peso na consciência. Não se acha minimamente culpado de nada e também nunca fez nada para mudar o rumo às coisas..por isso é k eu sentia k não havia amor da parte dele. Até hoje nunca pediu para eu reconsiderar, voltar atrás ou coisa que o valha..Existem pessoas que são efetivamente narcisistas e eu tenho a certeza que estava a morar com um. pale
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JPA
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Out 25, 2012 11:45 pm

Olá diva, joyce, nmarco,

Relativamente à felicidade, creio que nesta fase temos que valorizar coisas a que não estávamos habituados e que nem pensávamos que nos podiam fazer felizes... creio que o divorcio nos pode ensinar que nem só vivemos e somos felizes tendo alcançado os "grandes pilares" ... se pensarmos que a felicidade só se alcança arranjando um novo amor, uma nova união ou casamento, novos momentos em família, corremos o risco de estar sempre infelizes...!

No meu caso, sinto que o processo de divórcio, apesar da desilusão, tristeza, angustia... tb me está a trazer auto-estima, penso agora mais em mim... enquanto antes era quase exclusivamente na família e no trabalho...!! E quando penso nos pequenos planos ou actividades que tenho para MIM, sinto-me bem, já não me sinto egoísta…! Mas antes tive que fazer uma coisa muito importante: reconhecer que o casamento acabou e uma nova realidade se instalou… não podemos viver o presente, estando presos ao passado…!!!

Quero destacar, a importância dos filhos, eles são um forte suporte e a minha principal motivação e fonte de felicidade, quero canalizar as minhas energias para eles e sinto-me mais liberto e ainda mais capaz agora para lhes dar o que precisam do que antes...!

Eu lutei pelo casamento, tentei evitar o divorcio…!!! E isso permite-me ter a consciência mais tranquila…!!! Acho que a luta faz parte da vida, deve estar sempre presente em tudo…!

São tempos difíceis, mas que iremos com certeza ultrapassar... desculpem se não consegui ser muito claro... mas resumidamente (até para minha orientação e consciencialização): reconhecer e aceitar esta nova realidade; valorizar as pequenas coisas do dia a dia; ganhar auto-estima e pensarmos mais em nós, são momentos difíceis e nós merecemos; criarmos enfoque nas crianças, eles precisam de nós e ajudam-nos a curar a alma; continuarmos a lutar…!!! É isto que penso… espero que ajude, tal como todos vocês me têm ajudado…!!!

Obrigado.
Força, boa sorte a todos…!!!
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diva
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Sex Out 26, 2012 3:01 am

Concordo contigo em tudo e obrigada pelas palavras...mas acho normal no início, pelo menos numa primeira fase, estarmos preocupados para o drama do futuro incerto numa futura relação. Pois apesar de tudo considero que o auge da felicidade do ser humano, apesar de muitos não o admitirem é viverem e amarem alguém, fugindo à solidão.

Na volta ainda estou nessa fase...mas acredito que como dizes passarei para as fases seguintes com o reconhecimento da nova realidade, ganhar auto-estima, pensar em mim, etc.

Obrigada
Bjs
Diva

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mars00
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Sex Out 26, 2012 4:01 am

JPA escreveu:
Olá diva, joyce, nmarco,

Relativamente à felicidade, creio que nesta fase temos que valorizar coisas a que não estávamos habituados e que nem pensávamos que nos podiam fazer felizes... creio que o divorcio nos pode ensinar que nem só vivemos e somos felizes tendo alcançado os "grandes pilares" ... se pensarmos que a felicidade só se alcança arranjando um novo amor, uma nova união ou casamento, novos momentos em família, corremos o risco de estar sempre infelizes...!

No meu caso, sinto que o processo de divórcio, apesar da desilusão, tristeza, angustia... tb me está a trazer auto-estima, penso agora mais em mim... enquanto antes era quase exclusivamente na família e no trabalho...!! E quando penso nos pequenos planos ou actividades que tenho para MIM, sinto-me bem, já não me sinto egoísta…! Mas antes tive que fazer uma coisa muito importante: reconhecer que o casamento acabou e uma nova realidade se instalou… não podemos viver o presente, estando presos ao passado…!!!

Quero destacar, a importância dos filhos, eles são um forte suporte e a minha principal motivação e fonte de felicidade, quero canalizar as minhas energias para eles e sinto-me mais liberto e ainda mais capaz agora para lhes dar o que precisam do que antes...!

Eu lutei pelo casamento, tentei evitar o divorcio…!!! E isso permite-me ter a consciência mais tranquila…!!! Acho que a luta faz parte da vida, deve estar sempre presente em tudo…!

São tempos difíceis, mas que iremos com certeza ultrapassar... desculpem se não consegui ser muito claro... mas resumidamente (até para minha orientação e consciencialização): reconhecer e aceitar esta nova realidade; valorizar as pequenas coisas do dia a dia; ganhar auto-estima e pensarmos mais em nós, são momentos difíceis e nós merecemos; criarmos enfoque nas crianças, eles precisam de nós e ajudam-nos a curar a alma; continuarmos a lutar…!!! É isto que penso… espero que ajude, tal como todos vocês me têm ajudado…!!!

Obrigado.
Força, boa sorte a todos…!!!

Olá a todos,

Acompanho com muito interesse, este fórum, a que um dia recorri.
Faz-me bem, ver cada um de vós, se ir levantando dia após dia. É um sinal inequívoco da vitalidade de cada um de nós.

Apesar de acompanhar, raramente intervenho.
No entanto, gostaria de enviar um abraço sentido ao autor do post que destaco - JPA.

Excelente.

Escreveste, de forma resumida e muito lúcida, as etapas pelos quais todos passamos para readquirir o nosso "novo" estado de espírito.
. Os ensinamentos a retirar;
. a recuperação da auto-estima;
. as novas actividades e interesses;
. o reconhecimento do "terminus" de um ciclo;
. o sentimento de "dever cumprido" relativamente a termos feito tudo aquilo que deveríamos ter de fazer, para um dia mais tarde não nos arrependermos do que não foi feito;
- e, em especial, a razão que deveria ter destacado em primeiro lugar: Os filhos. A sua importância, o nosso "novo" papel de Pais/Mães divorciados, o cuidado e respeito pelos seres que, sendo do Mundo, são a nossa maior motivação.

Como anteriormente referi: Excelente. Parabéns JPA pela maturidade e lucidez.

Apenas um reparo :-) : Não peças desculpa. Muito menos por não seres claro. Foste claríssimo.

Bjs e Abr,
MS

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Leunam
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Dom Out 28, 2012 2:57 pm

nmarco.
Penso que a racionalidade não tem que andar longe do amor.
Sei que por vezes, podemos amar pessoas erradas… Podemos amar pessoas comprometidas, pessoas que sabemos que não vai resultar… etc. Mas também sabemos que esse amor vai terminar! A racionalidade faz com que (muitas vezes com custo) a navegação seja mais equilibrada!
O amor é algo que é sublime!
Não entendo, que a racionalidade não possa estar no amor!
Não consigo avaliar se já amei alguém com a intensidade que falas. Sei que já amei muito. Não consigo quantificar na escala e penso que isso também não é importante. Preocupo-me isso sim, que o outro lado saiba que foi amado! Saiba que foi respeitado e honrado. Isso sim preocupa-me.
Se um dia souber que não estive na devida altura, a fazer feliz o outro, isso deixar-me-á muito triste!
Por outro lado, tens razão. Tenho uma grande autoestima. Mas espero, que nunca ninguém me considere egocêntrico, egoísta e narcisista.
Autoestima, lealdade, amor e racionalidade, não têm que ser entes divorciados!
JPA
Gostei muito do teu post.
Subscrevo-te.
Acredito que é muito bom sermos todos diferentes e por isso, contribuir para um mundo mais equilibrado.
É bom respeitar o outro ser, como alguém independente e único.
Não temos o direito de fazer sofre ninguém!
Mas também acredito, que somos aquilo que os nossos olhos vêm e o que pensamos!
O futuro, depende sempre das nossas escolhas, do estado de lucidez e do equilíbrio.
Passamos pelo mesmo, mas a forma como saímos é diferente de uns para os outros.
Por isso mesmo, é que a partilha é de salutar.
Perder quem amamos, faz sempre sofrer… faz muito.
Mas…
Uma coisa, é sermos úteis aos outros. Empenhar-mo-nos em sermos úteis e em criar sorrisos.
Outra coisa é o nosso sorriso e o nosso ser e… se não conseguirmos sermos nós a sorrir, não conseguiremos contagiar os outros.
Podemos ter muito dinheiro, estatuto e carreira e com isso fazer uma grande seleção de amizades.
Mas bastará sorrir, para que alguém nos ame.
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tarasofia
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Ter Out 30, 2012 11:11 am

A separação é muito dificil, é sempre e independentemente das circunstâncias um periodo muito dificil... não é o fim do mundo... e arranjem forças para acordar de manhã, e não se deixem amargurar. Ok... chorem, berrem, estrebuchem, exorcitem a dor... ela têm um fim!

Tenho visto relatos muito tristes por aqui, mas têm de lutar por voçês, pelo futuro melhor.

Tenham esperança que as coisas vão melhorar.

Acreditem em vós!
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qua Out 31, 2012 6:41 am

Olá a todos,

Continuo a aprender que por em prática a teoria não é fácil... preciso/precisamos de ter estabilidade para, melhor nos relacionarmos com as crianças e dar e retirar o que necessitamos da mais importante das relações...!

Olá Leunam, bastará sorrir, para que alguem nos ame?? Creio que entendo onde queres chegar, mas tb muitas outras coisas pesam para que alguem nos ame e que seja duradouro...!!!Obrigado pelas tuas palavras... ajudam à minha reflexão em busca de melhores dias, uma melhor vida e um outro caminho...!!!

Olá tarasofia, obrigado pela msg de esperança...!!!
Não é o fim do mundo, mas queria que nunca tivesse acontecido...!!!
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JPA
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qua Out 31, 2012 6:55 am

Obrigado mars00 pelas tuas palavras, ajudam-me a ter confiança no que tenciono pôr em prática, apesar das quedas... Sei que fazem parte do processo...mas tenho q ter cuidado para não partir nada... como pôr em causa a relação que tenho com os filhos, o que mais me preocupa no momento...!!!
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Leunam
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Seg Nov 05, 2012 5:13 am

JPA,
A relação com os teus filhos, não tem que estar em causa!
As coisas mudam e temos que nos adaptar, mas… ser pai/mãe é algo muito grande e belo, que não estará em causa. Só temos que o ser. É difícil e ao mesmo tempo simples.
Abraço.
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Dom Dez 16, 2012 12:21 pm

Pedro78 escreveu:
Olá a todos!

Gostaria da vossa ajuda...não sei o que fazer! Passo a contar-vos a minha história:

Conheci a minha mulher em 1999. Casámos em 2007.Temos uma relação de 13 anos...neste momento insuportável.

A nossa relação começou de forma fortuita numa discoteca uma noite de Verão. Fiquei completamente deslumbrado com a miúda...

Eu tinha 20 anos e ela 16. Os nossos encontros originaram um namoro que se prolongou até 2007. Casámos, pois tínhamos um projecto de vida até 2009... Nessa altura tudo começou a desmoronar-se...

Durante o nosso namoro, eu frequentava o ensino superior e a minha namorada ainda frequentava o liceu. Encontrávamo-nos apenas aos fins-de-semana na terra dela. Apesar de termos um relacionamento à distância a nossa relação estava cada vez mais sólida.
Quando chegou a altura de escolher o curso e a faculdade para onde iria estudar, ela escolheu um curso na área de saúde que era leccionado na cidade onde eu estudava. Não era o seu curso de sonho (Psicologia) mas apresentava uma boa taxa de empregabilidade. Nos tempos da faculdade vivemos momentos maravilhosos...
Ela começou a trabalhar ainda sem ter a licenciatura concluída...
Eu entretanto já trabalhava (mesmo enquanto estudante) e graças ao negócio da família o meu Pai construiu uma casa, na minha terra (perto do emprego da minha namorada),que disponibilizou para nós vivermos...
Portanto casa já tínhamos, em termos de emprego estávamos razoavelmente bem e portanto poderíamos prosseguir com o nosso projecto de vida que era casar e continuar a ser felizes...
Pois bem... algum tempo antes de decidirmos casar comecei a ver que algo não estava bem, mas pensava que era uma situação passageira devido à exigência do trabalho que ela tinha... e fui sendo compreensivo...pois logo voltaria ao normal... Por exemplo:
1) A casa onde ela vivia era uma completa bagunça...por vezes eu é que lhe lavava a loiça quando a visitava...
2) Sabendo que queríamos casar e que teríamos que amealhar dinheiro para comprar as mobílias, carro,.... etc., ela gastava tudo o que ganhava pois alegava que era uma modo de compensar o seu esforço...

Ia aceitando (mas não compreendia) e fui poupando o máximo que podia e assumi todas as despesas sozinhas...

Uma semana antes do casamento mostrou-se algo insegura no passo que estávamos prestes a dar! Eu não liguei pois pensava que seria nervosismo...

Casámos! Foi uma festa maravilhosa...

Os primeiros tempos de casamento foram tempos de grande felicidade...mas as coisas começaram a descontrolar-se pois ambos trabalhávamos e a casa estava um CAOS! Ela chegava do trabalho e ía deitar-se... limpezas e arrumações=0 ; Refeições=Pouco
Fui levando as coisas e mantinha a casa arrumada o quanto possível (Pois ela não permitia que eu arrumasse as coisas dela)
A casa esteve um caos de 2007 até 2009!!! Eu não podia convidar ninguém para lá ir pois tinha vergonha...
Relativamente à questão do dinheiro, eu fazia-lhe ver constantemente que tinha que ser mais regradas nos gastos pois tínhamos que pensar no futuro...
Claro que esta situação foi-se arrastando e foi ficando explosiva!!!
Ela passou a ser agressiva comigo;
Dizia que se arrependeu de ter casado comigo;
Dizia que eu só pensava no dinheiro;
Dizia que deveria ter seguido o curso que ela gostava (Psicologia);
Não quis mais ficar naquele trabalho (Efectiva Com um bom salário); Saiu com um mútuo acordo e foi para o desemprego.
Não compreendi tal decisão mas aceitei pensando que iríamos passar uma esponja no passado e começar de novo.
Entretanto como ela andava muito nervosa consultou vários médicos e chegou-se á conclusão que tinha uma taquicardia (Pulsação elevada 100 a 120 batimentos/Minuto);
Desde aí não se cansou de dizer que eu é lhe dei cabo da saúde;
A minha sogra juntou-se à "Festa" e fez questão de me por à prova por diversas vezes....dizendo (LITERALMENTE):
"Você deu cabo da saúde da minha filha";
"Você não me grama...",
Etc,etc....
Foi a machada final, fiquei de rastos....
Pois bem, verdade seja dita, eu nunca gostei muito da minha sogra pois ela tentou atrapalhar várias vezes a nossa relação, mas depois disto passei a ignorá-la...
Quando namorávamos andava sempre em conflitos com a filha e depois de casarmos mudou completamente (talvez por sentimento de culpa), mas depois à primeira oportunidade tentou voltar a filha contra mim... e conseguiu...

Desde então a nossa relação nunca mais foi a mesma....no entanto fui lutando...até hoje!

Fomos a vários médicos e a opinião de dois especialistas foi de que o problema da minha mulher não era nada de grave e que resultava de um desequilíbrio do sistema nervoso, que com alguma medicação e algum repouso iria estabilizar embora nunca ficasse curada...

OK! O tempo de repouso que desemprego lhe iria permitir ajudaria... E Ajudou.
Entre o final de 2009 e 2010:
Ficou mais calma; (Aparentemente)
Arrumou toda a casa;
Decidiu -Contra a minha vontade - tornar-se vendedora da (AVON, LA REDOUTE, CRISTIAN LAY); Foi uma época para esquecer... comprava imensas coisas para ela e lucro nem vê-lo...e o dinheiro a desaparecer...
Claro que ela recebia do fundo de desemprego, mas mais uma vez evidenciou que não estava preocupada connosco mas sim com os caprichos dela...
Eu chamei-lhe várias vezes a atenção e ela:

Gritava;

Insultava-me;

Desejava a minha morte e a de toda a minha família;

Dizia que eu só pensava no dinheiro;

Dizia que eu lhe estava a tirar saúde...


Claro que eu, já debilitado só queria que a minha mulher e a minha sogra deixassem de me culpabilizar e fui vivendo cada vez mais calado e isolado...aceitando tudo (Mas nunca baixando a guarda em relação à minha sogra que ainda hoje ignoro, limitando a conversa ao mínimo indispensável)

Entretanto o meu silêncio conquistou mais algum tempo de tréguas até que o Centro de emprego convoca a minha mulher para ir trabalhar num Call Center em Part-time. Um serviço leve... onde trabalha ainda hoje!
Ela foi contrariada (mas não podia recusar emprego conveniente). A partir daí começaram novamente os ataques, os insultos, os queixumes...a ponto de me dizer por várias que me odeia e que nunca deveria ter casado comigo, que eu sou Filho da P*** e que quer o divórcio e que me mata e que se mata, enfim a manipulação total... (Imediatamente após cada discussão a minha mulher reportava à mãe ,à sua maneira, as nossas discussões, fazendo questão de me culpabilizar).
Ela ameaçou várias vezes que iria sair de casa tendo nalgumas delas feito as malas... mas nunca chegou a sair...

Cheguei a um ponto em que decidi atirar a toalha ao chão. Desabafei com os meus pais, fui a um advogado e fiz um ultimato:

"Não quero mais ser manipulado. A porta de entrada é a serventia da casa. Quando quiseres ir vai, mas não voltas!"

Tal atitude resultou pois nunca mais voltou a fazer as malas...

Quando casei nunca pensei em divórcio...tento seguir os princípios Bíblicos ( Só em caso de adultério)... mas está a ser insuportável...

Apesar de não fazer as malas está constantemente a queixar-se da vida que tem, que deveria ter seguido psicologia, que nunca me deveria ter conhecido e que está muito arrependida de ter casado; Falamos abertamente em divórcio mas nenhum de nós dá o primeiro passo...

Ela, porque em termos materiais está confortável (Se sair fica por sua conta pois não quer voltar para a casa dos Pais).

Eu... sei lá... porque sou um burro..., porque sigo os preceito bíblicos...porque não tenho coragem para enfrentar esta tempestade... porque vivo iludido e penso que com o tempo tudo isto passa...mas já passou muito tempo e nada mudou...

O que fazer quando:

Não a amo mais! No entanto não sei que sentimento é este que ainda tenho dentro de mim...

Não sinto que ela me ame...mas também sente qualquer coisa por mim...

Não queremos ter filhos...

Perdemos a confiança um no outro...

Não fazemos amor...

Sexo...raramente...( Ela não se entrega a mim....não me procura... por vezes apenas consente, eu muitas vezes também não quero mas por vezes o nosso instinto fala mais alto)

Já demos muitas oportunidades.... mas voltamos sempre ao mesmo!
Agora...
Ela quer sair do Part-Time que tem no Call Center (Diz que está farta!!!)
Direito a desemprego não irá ter pois sai por livre vontade...

Eu fiquei recentemente desempregado (sector da construção) e terei muito provavelmente que sair do País! Por enquanto ainda tenho direito a subsídio de desemprego, e vai dando para aguentar...não sei até quando...

Honestamente, neste momento não tenho qualquer vontade de trabalhar...Trabalhar para quê? Para quem? Para sustentar alguém que amanhã me bate com a porta? Não estou muito disposto...já consegui muito para ambos e o reconhecimento em sido nulo...

NÃO TENHO QUALQUER OBJECTIVO NESTE MOMENTO... Estou (Estamos) completamente desorientados...

Hoje, dia de S. Valentim, tivémos mais uma acesa discussão...e eu vim pedir ajuda!

Para finalizar, quero dizer-vos que não tenho a menor dúvida que fui a parte que mais cedeu durante todo a vida de casados!

Não tenho vontade de o fazer mais, pois já vi que é assim que ela me tem manipulado.

Desculpem uma exposição tão extensa, mas tinha que vos dar a conhecer o máximo de pormenores para que me possam ajudar.

AGUARDO A VOSSA AJUDA,
OBRIGADO.






Pedro , boa tarde...li e re-li a tua história...como esta a tua situação??

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Joanete
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Dom Jan 06, 2013 1:42 pm

Curiosamente, em comum, tenho o facto de ter sido atacada pela minha imagem física.em parte, e por outras características tive desde SEMPRE... Não sei como conseguimos ultrapassar uma mágoa tão grande... Não perdôo, porque não entendo, nem aceito.
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Pedro78
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Ter Maio 07, 2013 11:21 am

Olá Xad!

Leste e releste a minha história! Duro muito duro, não é?!

Estamos oficialmente divorciados desde o dia 20 de Agosto de 2012. Foi marcante...ainda hoje tenho uma mágoa dentro de mim que só eu sei...ainda me sinto achincalhado...e sinto muito ódio...e muita pena de ter dedicado a minha vida aquela pessoa!!!Há tanta gente boa neste mundo...
Eu não tinha uma mulher em casa...tinha o DIABO!!!

A gota de água foi ela ter-me CHULO no dia 14 de Julho de 2012!!!Eu depois de tudo o que fiz, um lutador como sempre fui?!
Não lho admiti. Pu-la fora de casa!!! Teve que ser assim, pois ela estava provocar-me de tal maneira que se eu me agarrasse a ela não sei se saberia parar, ENTENDES?!
Digo-te com muito orgulho: NUNCA LHE BATI!(Ela própria o confessou a pessoas próximas).

Já pouco dormia e aquela noite não preguei olho - Fiz uma profunda introspecção - No dia seguinte disse-lhe para começar a arrumar as coisas dela e para procurar casa imediatamente...foi tinha sido a gota de água.

Ela não acreditava no que estava a ouvir e tentou durante duas semanas,com as suas falsas falinhas mansas "apagar o fogo"...só que veio tarde...POIS A DECISÂO ESTAVA TOMADA. No início de Agosto já convencida que eu não voltaria atrás com a minha decisão...REVELOU-SE OU VOLTOU AO SEU ESTADO NORMAL: Muito má, traiçoeira, sem qualquer doença...e muito exigente...(Entretanto tinhamos comprado um lote de terreno, mais um carro e tinhamos uma quantia simpática no banco e um time-sharing no Algarve);
Exigiu tudo e mais alguma coisa...e eu mais mil menos mil já pouco me interessava queria era vê-la bem longe...
Dei-lhe até ao final do dia 14 de Agosto para sair de casa... e para meter a chave na caixa de correio, que eu à noite regressaria!
Quando cheguei a casa fiquei desolado...
Fiquei com os móveis e eletrodomésticos que já eram meus...e 3 ou 4 objetos de decoração amigos meus nos deram pelo casamento(Os que os amigos dela nos deram ela dizia que eram dela...pasmem-se)de resto, copos, pratos,talheres, decoração, tapetes, ...etc..sei lá...tudo limpinho...);
É verdade que tinhamos combinado globalmentea divisão das coisas, mas sempre esperei mais bom senso...pois não estava à espera do que vi...levou o que podia!!!
Era uma noite de verão,estava calor e bebi àgua por um garrafão de 5L pois os armários estavam vazios...nem um único copo havia (Nunca me irei esquecer)
Levou um carro, quase todo o dinheiro o time-sharing...copos, pratos lençois, cobertores,cortinados...etc...etc...e eu fiquei com o terreno, uma casa semi-vazia e por decorar que tinha de reequipar quase a zeros no Banco e com pouco trabalho em vista!!!
Lindo não é?!
Nesse dia disse para mim mesmo: "Finalmente caiu a máscara!"
Só nos voltámos a ver no dia 20 de Agosto nos notários para assinar o divórcio por mútuo acordo!
Tal era a frieza e descontração dela nesse dia que até a própria notária ficou incomodada(tendo depois comentado com o advogado).A sensação que ficou no ar foi:"Venha o próximo!"

Tive que a contactar 2 vezes por causa de documentos e a partir daí nunca mais a vi...e não quero vê-la.Faz-me mal!

Como me sinto hoje?!

Eu!

A recomeçar...muito devagar...não é fácil, nada fácil o pós-divórcio!

Sinto muita mágoa e até ódio, pois "investi" muito na relação!!!

Por outro lado sinto que estou livre para amar pois há muita gente boa neste mundo...e mulheres espetaculares!
Só que eu não sou capaz, longe disso! Atualmente até me isolo e evito certas aproximações!
Não seria justo para mim nem para a outra pessoa.
Tenho medo de confundir sentimentos:Carência vs Amor! Entendes?! Existe aqui algo,um trauma se assim lhe quiseres chamar que tem de ser ultrapassado e isso só com o tempo...

Como eu me defino: Sou um Balança genuíno...nesta vida o AMOR fala mais alto!Preciso de amar alguém, preciso daquela pessoa que é mais que tudo... mas tenho medo de não conseguir...e sem isso tudo o resto não tem sentido....

Projetos:
A curto prazo:

1º Mudar de trabalho (O que não está fácil - Estou interessado em ir para África uma temporada);

2º Ganhar novamente estabilidade financeira;

A médio prazo:

Concluir a tese de mestrado em Gestão

A médio/longo prazo:

Amar alguém que valha a pena!!!

Obrigado, pela tua pergunta!!!

Ao fim de todo este tempo ainda sinto uma ENORME necessidade de desabafar!Fez-me bem!!!

Abraço
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Miguel Sousa
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Ter Maio 07, 2013 1:58 pm

amigo pedro força amigo ---
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Pedro78
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Ter Maio 07, 2013 2:12 pm

Obrigado pela força Miguel Sousa!

Já há muito tempo que não passava por aqui.
Hoje reparei que não tinha dado resposta ao Xad (Xad - desculpa mas não me apercebi da questão que tinhas colocado).
Este fórum ajudou-me muito!Fez-me parar para refletir!
Espero que encontre aqui as respostas que procura!

Abraço
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xad
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Ter Maio 07, 2013 3:31 pm

Pedro78 escreveu:
Olá Xad!

Leste e releste a minha história! Duro muito duro, não é?!

Estamos oficialmente divorciados desde o dia 20 de Agosto de 2012. Foi marcante...ainda hoje tenho uma mágoa dentro de mim que só eu sei...ainda me sinto achincalhado...e sinto muito ódio...e muita pena de ter dedicado a minha vida aquela pessoa!!!Há tanta gente boa neste mundo...
Eu não tinha uma mulher em casa...tinha o DIABO!!!

A gota de água foi ela ter-me CHULO no dia 14 de Julho de 2012!!!Eu depois de tudo o que fiz, um lutador como sempre fui?!
Não lho admiti. Pu-la fora de casa!!! Teve que ser assim, pois ela estava provocar-me de tal maneira que se eu me agarrasse a ela não sei se saberia parar, ENTENDES?!
Digo-te com muito orgulho: NUNCA LHE BATI!(Ela própria o confessou a pessoas próximas).

Já pouco dormia e aquela noite não preguei olho - Fiz uma profunda introspecção - No dia seguinte disse-lhe para começar a arrumar as coisas dela e para procurar casa imediatamente...foi tinha sido a gota de água.

Ela não acreditava no que estava a ouvir e tentou durante duas semanas,com as suas falsas falinhas mansas "apagar o fogo"...só que veio tarde...POIS A DECISÂO ESTAVA TOMADA. No início de Agosto já convencida que eu não voltaria atrás com a minha decisão...REVELOU-SE OU VOLTOU AO SEU ESTADO NORMAL: Muito má, traiçoeira, sem qualquer doença...e muito exigente...(Entretanto tinhamos comprado um lote de terreno, mais um carro e tinhamos uma quantia simpática no banco e um time-sharing no Algarve);
Exigiu tudo e mais alguma coisa...e eu mais mil menos mil já pouco me interessava queria era vê-la bem longe...
Dei-lhe até ao final do dia 14 de Agosto para sair de casa... e para meter a chave na caixa de correio, que eu à noite regressaria!
Quando cheguei a casa fiquei desolado...
Fiquei com os móveis e eletrodomésticos que já eram meus...e 3 ou 4 objetos de decoração amigos meus nos deram pelo casamento(Os que os amigos dela nos deram ela dizia que eram dela...pasmem-se)de resto, copos, pratos,talheres, decoração, tapetes, ...etc..sei lá...tudo limpinho...);
É verdade que tinhamos combinado globalmentea divisão das coisas, mas sempre esperei mais bom senso...pois não estava à espera do que vi...levou o que podia!!!
Era uma noite de verão,estava calor e bebi àgua por um garrafão de 5L pois os armários estavam vazios...nem um único copo havia (Nunca me irei esquecer)
Levou um carro, quase todo o dinheiro o time-sharing...copos, pratos lençois, cobertores,cortinados...etc...etc...e eu fiquei com o terreno, uma casa semi-vazia e por decorar que tinha de reequipar quase a zeros no Banco e com pouco trabalho em vista!!!
Lindo não é?!
Nesse dia disse para mim mesmo: "Finalmente caiu a máscara!"
Só nos voltámos a ver no dia 20 de Agosto nos notários para assinar o divórcio por mútuo acordo!
Tal era a frieza e descontração dela nesse dia que até a própria notária ficou incomodada(tendo depois comentado com o advogado).A sensação que ficou no ar foi:"Venha o próximo!"

Tive que a contactar 2 vezes por causa de documentos e a partir daí nunca mais a vi...e não quero vê-la.Faz-me mal!

Como me sinto hoje?!

Eu!

A recomeçar...muito devagar...não é fácil, nada fácil o pós-divórcio!

Sinto muita mágoa e até ódio, pois "investi" muito na relação!!!

Por outro lado sinto que estou livre para amar pois há muita gente boa neste mundo...e mulheres espetaculares!
Só que eu não sou capaz, longe disso! Atualmente até me isolo e evito certas aproximações!
Não seria justo para mim nem para a outra pessoa.
Tenho medo de confundir sentimentos:Carência vs Amor! Entendes?! Existe aqui algo,um trauma se assim lhe quiseres chamar que tem de ser ultrapassado e isso só com o tempo...

Como eu me defino: Sou um Balança genuíno...nesta vida o AMOR fala mais alto!Preciso de amar alguém, preciso daquela pessoa que é mais que tudo... mas tenho medo de não conseguir...e sem isso tudo o resto não tem sentido....

Projetos:
A curto prazo:

1º Mudar de trabalho (O que não está fácil - Estou interessado em ir para África uma temporada);

2º Ganhar novamente estabilidade financeira;

A médio prazo:

Concluir a tese de mestrado em Gestão

A médio/longo prazo:

Amar alguém que valha a pena!!!

Obrigado, pela tua pergunta!!!

Ao fim de todo este tempo ainda sinto uma ENORME necessidade de desabafar!Fez-me bem!!!

Abraço




Pedro ...Como te entendo ...investie numa relação , projetos , etc....bens materias e pummmmmmmm...uma bomba ...

Mas...Sabes uma coisa???

Vais chegar á conclusão que foi o melhor para ti ...

Uma maça podre cai sem lhe tocar ...

Vais conseguir toda a estabilidade financeira e emocional e vais ter o que mereces...Já ela ...???nem sei ...

Um abraço e cabeça levantada , sorriso nos lábios e quando menos esperares , a tua princesa , aquela que te merece apareçe...e vais ser feliz...

Esqueçe e segue em frente !!!Pensa que foi apenas uma fase e já passou !!!

Enfim...

Abraço e apita sempre!!!!!!
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Pedro78
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Ter Maio 07, 2013 3:38 pm

Thanks!
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nfs
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV) Qui Maio 09, 2013 6:04 am

Bolas, isto realmente cada um reage de maneiras diferentes, já se passou quase 1 ano no teu caso e ainda guardas essa mágoa, mas pelo que vejo também os insultos eram o pão nosso de cada dia.

Eu estou oficialmente divorciado há coisa de nem 1 mês, embora ainda viva lá com ela em casa temporariamente até resolvermos a casa, mas sinto que já ultrapassei o sentimento de perda e pronto pra outra ou melhor pronto pra amar novamente, ou me ir divertindo e aproveitar esta nova fase.

O mau mesmo é termos vivido para uma relação no meu caso quase 9 anos de casamento, e depois há alturas de solidão, os amigos tão ocupados etc e sim isso ainda custa, mas no meu caso ainda tenho uma filhota que faz uns miminhos Smile
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MensagemAssunto: Re: À beira do Divórcio (IV)

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